quarta-feira, 29 de outubro de 2008

something about me

"(...)
And I'm sick of all my judges
So scared of what they'll find
But I know that I can make it
As long as somebody takes me home,
Every now and then...
(...)"

(Sam's town, The Killers)

Low power

Gosto de andar até a parada de ônibus (e de andar de ônibus). É um tempo precioso para mim, principalmente quando não estou com pressa, pois posso andar calmamente, botando as idéias no lugar. Nunca saio de casa sem meu mp3 player. A música faz tudo ficar mais tolerável. O sol forte, as calçadas esburacadas, a poluição. A vida...

Nesses dias, saí para ir à casa de um professor amigo meu, ajudá-lo num trabalho, ocupar a mente e ganhar um dinheiro, além de aprender muito com ele. Escutava uma banda japonesa que há algum tempo não ouvia, as lembranças vieram, senti de novo a vontade de aprender japonês, para entender o que diziam, de aprender guitarra e tocar aquelas músicas, de estudar no Japão, mas...
No instante seguinte não havia mais música. "Ora, não vai me dizer que...". Sim. Olhei pro display: apagado. Liguei-o, apenas para ver a mensagem 'low power' e o player morrer de novo. Minha energia acabou.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Pensamentos diversos


Tentando dar forma
a pensamentos distantes
e dispersos,
dispostos em versos.
Indispensáveis.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Missão no Oriente


Missão no Oriente, de Luiz Puntel. A primeira vez que li esse livro, que faz parte de uma coleção infanto-juvenil, faz tanto tempo que nem me lembro mais. Uns 10 anos, quem sabe. Minto, talvez menos. Mas lembro muito bem da sensação que tive ao descobrí-lo! Através dele, aprendi os primeiros aspectos da sociedade japonesa, que antes ficavam só no meu imaginário. Sabia muito pouco sobre o Japão naquele tempo.

Vou contar o que lembro dele, já faz uns 4 anos desde que o li pela última vez, e o que ficou na memória foi só o nome da personagem principal e alguns eventos marcantes. Mônica (Momô) Sakurako é uma nikkei, filha de pai issei e mãe de origem italiana. É pouco ligada à cultura nipônica, e, até onde recordo, nem gosta tanto de comida japonesa. Por não ter passado no vestibular, decide ir ao Japão fazer arubaito, ou seja, juntar uma grana trabalhando como operária em trabalhos rejeitados pelos próprios japoneses. Além disso, ela tem um objetivo, uma missão a cumprir, e que estaria relacionada a um estranho objeto que ela carrega na sua bolsa.

Logo ao chegar no Japão, uma realidade um pouco inesperada. "Pensava que não havia mendigos no Japão", diz um integrante do grupo de dekasseguis de que Mônica fazia parte, ao avistar indigentes no metrô subterrâneo de Tóquio.

A história se desenvolve mostrando a dura realidade do trabalho de operário, a adaptação aos hábitos japoneses, as condições dos alojamentos, dificuldade com a língua, o preconceito contra os gaijins, os estrangeiros... Há ainda eventos históricos importantes, como o ataque com gás sarin ao metrô de Tóquio, e o terremoto em Kobe, ocorrido em 1995, além de referêcias às bombas atômicas e à imigração japonesa para o Brasil. E, em meio à tudo isso, Momô luta para completar a sua missão. Encontrar seu avô.

Enfim, um bom livro para se conhecer um pouco mais da cultura japonesa, principalmente por trazer uma visão justa do Japão, com suas belezas e atrativos, mas também o outro lado da realidade do estrangeiro, a saudade da terra natal, as dificuldades e o preconceito.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Rascunho

-Ahn... Ainda não está bom... Depois de tanto tempo pensando em como começar a história só consegui criar essa introdução medíocre... Não entendo como a Rowling criou o Harry em uma só viagem de trem, e ainda escrevia as histórias em guardanapos! Acho que eu não tenho mesmo talento pra coisa. Que droga! Não importa quantos livros eu leia...

- Com quem você está falando, Paulo?

- O quê!? Ah!, não é nada, era só eu... lendo esse livro aqui em voz alta! - ele rapidamente apanhou um livro qualquer em cima da mesa e abriu numa página aleatória - Acabei até me perdendo, com o susto que você me deu.

- Você não acha que lê demais, meu filho? Seria bom se você saísse um pouco, com algum amigo. Aliás, você já conheceu alguém no colégio novo? Alguma garota, por exemplo? Tá na hora de arrumar uma namorada, você já...

- Ah... Você sempre diz isso, mãe. E não, ainda não conheci ninguém. Parecem todos uns idiotas exibidos. E mais, se a gente não ficasse se mudando tanto de uma cidade para outra, eu até que faria algum amigo que durasse mais tempo.

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Escrevi isso há algum tempo e salvei como rascunho. Já havia até me esquecido dele. Até que ficou legalzinho, né? Outro dia eu faço uma continuação =)

domingo, 5 de outubro de 2008

Refúgio

Notas e letras. Silêncio.