Não é exagero dizer que quanto mais aprendo, mais ignorante me sinto. Há tanto conhecimento, acumulado durante séculos - tantos homens e mulheres geniais dedicaram suas vidas a ampliar o horizonte intelectual humano através da ciência, do pensamento filosófico, da literatura -, que me sinto como um garoto perdido na biblioteca do avô intelectual: deslumbrado com a quantidade de livros, estimulado, mas, ao mesmo tempo, impotente diante de tanta informação que minha "mentalidade infantil" ainda não é capaz de compreender.
Como me livrar dessa "mentalidade infantil"? Acredito que lendo o máximo que puder e, mais importante, refletindo o mais que puder. É um caminho longo, difícil, particularmente para mim, que me sinto aprisionado, que nunca consigo obter da minha mente o tanto que eu desejo. O resultado são frustrações sucessivas. Acabei de ler A Metamorfose, de Kafka, por exemplo, e pouco apreendi da latente crítica ao capitalismo, à sociedade, tão citadas nas análises de sua obra, e tão comentada mesmo em fóruns internet afora.
Como me livrar dessa "mentalidade infantil"? Acredito que lendo o máximo que puder e, mais importante, refletindo o mais que puder. É um caminho longo, difícil, particularmente para mim, que me sinto aprisionado, que nunca consigo obter da minha mente o tanto que eu desejo. O resultado são frustrações sucessivas. Acabei de ler A Metamorfose, de Kafka, por exemplo, e pouco apreendi da latente crítica ao capitalismo, à sociedade, tão citadas nas análises de sua obra, e tão comentada mesmo em fóruns internet afora.
O caminho do conhecimento é um caminho longo e cheio de desvios, acidentes, ilusões. Mas o da sabedoria é bem mais complexo, acredito. E como disse Marcel Proust, este é um caminho que só eu posso trilhar, e que ninguém pode trilhar por mim, em meu lugar. Iniciemos a jornada, então.
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