terça-feira, 18 de novembro de 2008

neko desu...

Sempre quis ter algum animal de estimação, um cachorro ou um gato, por exemplo. Quando criança, meus pais não deixaram, pois alegaram que todo o trabalho de cuidar do animal seria deles, além de que iria piorar a saúde do meu irmão mais novo, que tem asma. Ficaríamos com a melhor parte, mas seriam eles que teriam que alimentar, dar banho, etc. Até podia ser verdade. No entanto, acho que seria uma excelente oportunidade para nos ensinar a assumir certas responsabilidades, a tomarmos consciência do que é ter uma vida que depende de nós. Se não alimentássemos o gato, ele morreria de fome ou fugiria. Sem banho, poderia adoecer, sei lá.

* * *

Na casa do sensei, na sexta, antes de viajarmos, havia um gato largado em cima de umas caixas, dormindo. Se acordou com o barulho que fizemos quando chegamos, e começou a andar pela casa. Eu estava sentado num canto de um quarto lendo um livro de cálculo que encontrei (não achei nada melhor pra ler...) quando o gato veio e subiu no meu colo, curioso. "Livro de cálculo, que nerd!". Depois disso, deixou-se ficar lá, pronto pra dormir de novo, sem perguntar se eu me importava ou não. Senti seu calor, prova de que estava vivo.

No quarto quente,
Ronronava baixinho.
Pequeno gato.

Pouco depois, levantou-se e foi embora, ainda sem querer saber se eu me importava ou não...

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