sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Missão no Oriente


Missão no Oriente, de Luiz Puntel. A primeira vez que li esse livro, que faz parte de uma coleção infanto-juvenil, faz tanto tempo que nem me lembro mais. Uns 10 anos, quem sabe. Minto, talvez menos. Mas lembro muito bem da sensação que tive ao descobrí-lo! Através dele, aprendi os primeiros aspectos da sociedade japonesa, que antes ficavam só no meu imaginário. Sabia muito pouco sobre o Japão naquele tempo.

Vou contar o que lembro dele, já faz uns 4 anos desde que o li pela última vez, e o que ficou na memória foi só o nome da personagem principal e alguns eventos marcantes. Mônica (Momô) Sakurako é uma nikkei, filha de pai issei e mãe de origem italiana. É pouco ligada à cultura nipônica, e, até onde recordo, nem gosta tanto de comida japonesa. Por não ter passado no vestibular, decide ir ao Japão fazer arubaito, ou seja, juntar uma grana trabalhando como operária em trabalhos rejeitados pelos próprios japoneses. Além disso, ela tem um objetivo, uma missão a cumprir, e que estaria relacionada a um estranho objeto que ela carrega na sua bolsa.

Logo ao chegar no Japão, uma realidade um pouco inesperada. "Pensava que não havia mendigos no Japão", diz um integrante do grupo de dekasseguis de que Mônica fazia parte, ao avistar indigentes no metrô subterrâneo de Tóquio.

A história se desenvolve mostrando a dura realidade do trabalho de operário, a adaptação aos hábitos japoneses, as condições dos alojamentos, dificuldade com a língua, o preconceito contra os gaijins, os estrangeiros... Há ainda eventos históricos importantes, como o ataque com gás sarin ao metrô de Tóquio, e o terremoto em Kobe, ocorrido em 1995, além de referêcias às bombas atômicas e à imigração japonesa para o Brasil. E, em meio à tudo isso, Momô luta para completar a sua missão. Encontrar seu avô.

Enfim, um bom livro para se conhecer um pouco mais da cultura japonesa, principalmente por trazer uma visão justa do Japão, com suas belezas e atrativos, mas também o outro lado da realidade do estrangeiro, a saudade da terra natal, as dificuldades e o preconceito.

3 comentários:

Karina Tiemi disse...

Esse livro é bem legal, faz tempo que eu li também! Acho que estava no ginásio e é um dos poucos que eu preservei daquela época e não vendi nos sebos rsrsrs!

Boa dica!

Beijoss

Karina Tiemi disse...

Oieee

Estou te intimando a participar de um jogo! As informações estão no meu blog, passa lá e confere seu nominho ^-^! rsrs É divertido, vai!

Beijoss

Miss Lou Monde disse...

É tão bom poder encontrar uma pessoa que admite que, às vezes, viver não é tão fácil, que pôde me entender tão bem... Simplesmente adorei seu comentário...